Lauro de Freitas a segunda cidade mais violenta do Brasil

Segundo levantamento feito pelo Atlas da Violência, Lauro de Freitas é a cidade mais violenta da Bahia e a segunda de todo o país, com 97,7 homicídios por 100 mil habitantes

 A violência vem crescendo à medida que as transformações urbanas e sociais aconteceram rapidamente e sem as devidas políticas públicas que visem inicialmente prevenir e ato seguinte controlar, não apenas no campo da segurança pública, mas também do ordenamento urbano e prevenção social.

A especulação imobiliária que destrói as áreas verdes do município e impede a circulação de ar nas comunidades carentes, somada a ineficácia das políticas públicas que não dão conta do grande número de jovens que almejam o mercado de trabalho, o atendimento precário nos postos de saúde e o sucateamento das instituições de ensino podem ser identificados como elementos que favorecem a violência em nossa cidade.

A redução da violência não pode ficar sob a responsabilidade exclusiva dos órgãos de segurança pública, pois é de responsabilidade também dos gestores municipais.

As vítimas preferenciais de homicídio possuem um perfil preciso em termos de idade, gênero, cor, escolaridade e local de residência. São basicamente, garotos negros de baixa escolaridade e moradores das periferias da nossa cidade. É de fundamental importância mobilizar a sociedade e o poder público para enfrentar o problema. Se a concentração do perfil das vítimas multiplica a tragédia para alguns grupos sociais, por outro lado oferece uma oportunidade de trabalhar às políticas de prevenção, se elas forem bem focalizadas em grupos sociais e nas áreas de alta incidência, resultará na redução da violência em nossa cidade.

O primeiro passo a ser dado é a elaboração de programas de prevenção social para estes jovens, cujo efeito não é imediato, mas  sucesso em termos de inserção social  ajudaria e muito conter a violência. A gestão tem que enxugar a sua estrutura e investir em politicas publicas de forma efetiva. Chega de empreguismo!

Interromper a tragédia dos crimes contra a vida é condição necessária e fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual.

Não podemos nos calar, e se os pseudos líderes e partidos que tradicionalmente promoveram essas ações estão mudos e embebecidos nas varanda das suas casas, achando que esta tudo bem, caberá em tão a nós soltarmos a voz e demostrarmos a nossa indignação! 

Por: Gustavo Ferraz

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