Meio ambiente degradado em Lauro de Freitas

No ultimo dia 5 de junho comemoramos o dia mundial do meio ambiente, mas aqui em Lauro de Freitas ainda sem muitos motivos para festejar, apesar da gestora como sempre, antecipar o que ainda não vemos na pratica.

A realidade é que lixo e dejetos são despejados nos córregos que banham a cidade, transformando a paisagem num imenso esgoto a céu aberto. É comum ver ratos, baratas e todo tipo de mosquito nestes locais, muitos políticos vão nessas localidades na época da eleição, mas somem depois de eleitos. Até quando a população será condenada a viver assim?

Apesar de grande parte da cidade optar pela utilização de fossas sanitárias as tubulações clandestinas com lançamento de esgoto in natura passa a ser o grande os desafio a ser enfrentado. O esgoto da lagoa dos patos desemboca direto no Rio Sapato e engrossam a poluição de um dos principais rios de Lauro de Freitas que nasce limpo em Salvador .

A perda da qualidade das águas do rio Ipitanga é prejudicial para os eventuais usos, visto que a maior parte é utilizada para fins de abastecimento, tanto doméstico, como industrial. A ocupação desordenada do solo causou, e vem causando graves danos à qualidade ambiental da região. Logo, tornam-se necessários estudos diagnosticados sobre o uso e ocupação do solo e os impactos na qualidade das águas superficiais.

A rede de drenagem inadequada do esgotamento sanitários contribui com a contaminação dos lençóis freáticos e principalmente do rio Ipitanga. No centro de Lauro nota-se a presença de condomínios residenciais e de atividades comerciais que lançam resíduos comprometendo frequentemente a qualidade da água.

A cidade precisa urgentemente construir um plano que ajude a médio e longo prazo tirar o nosso município do caos que se encontra, temos que dar um freio de arrumação nos alvarás dos grandes empreendimentos, especialmente em áreas com o meio ambiente já bastante degradado, sito como exemplo Burraquinho, onde recentemente a prefeitura autorizou a construção de mais 7 prédios.

As denúncias de crime ambiental no município parecem não ter fim, mas gostaria de saudar as entidades da sociedade civil organizada, a exemplo da OSCIP Rio Limpo, Rotary, SALVA, AMI, Amon e outras, se mobilizam com o único intuito de avançarmos em politicas de desenvolvimento sustentável.

Por: Gustavo Ferraz

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