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Entenda como funcionam as 14 sirenes acionadas em áreas de risco em Salvador
Com o risco de deslizamento devido à chuva que atingia a cidade, todas as 14 sirenes de alerta de Salvador foram acionadas nas áreas de risco na última quarta-feira (26). Em situações uma vez que essas, a função desse mecanismo é alertar aos moradores sobre a hora de transpor de lar e buscar as escolas municipais que passam a receber o papel de abrigo provisório em situações uma vez que as ocorridas nos últimos tempos.
O mecanismo é acionado em situações de emergência, uma vez que quando o amontoado de chuvas alcança 150mm em 72 horas. Na quarta-feira, esse índice chegou a 197mm no Imbuí, por exemplo. Em Saramandaia, atingiu 156mm, foi nessa região onde aconteceu o caso do soterramento de casas, que causou a morte de duas pessoas.
Saramandaia não tem sirene. Atualmente, elas se distribuem pelas comunidades de Mamede (Supino da Terezinha); Bom Juá; Mana Dulce (Cajazeiras 7); Mangabeira I (Cajazeiras 8); Mangabeira II (Cajazeiras 8); Calabetão; Vila Picasso (São Caetano); Creche (Forte Branco); Moscou (Forte Branco); Vila Sabiá (Liberdade); Voluntários da Pátria (Lobato); Baixa do Cacau (São Caetano); Selva Real (Sete de Abril); e Olaria.
O papel das sirenes e abrigos
De combinação com Gabriela Morais, coordenadora de Ações de Prevenção da Codesal, a escolha dos locais é feita com a identificação de fatores uma vez que de risco e potencial de motivar vítimas fatais, além da quantidade de famílias expostas. Morais ainda informa que aqueles que buscam refúgio nos abrigos temporários acabam recebendo prioridade para que a Codesal faça vistorias e verifique a situação dos seus imóveis. Caso os profissionais constatem, durante a vistoria, riscos nas residências, os moradores passam a receber comitiva.
“É importante informar que a gente não toca a sirene simplesmente. Os moradores que participam dos nossos núcleos, que a gente faz contato nas mobilizações, eles são cadastrados no 4099 e no nosso sistema também”, explica a coordenadora, destacando que, sempre que há risco, os moradores recebem informações até que o Alerta Sumo seja emitido e as sirenes passem, de veste, a serem acionadas. Nos últimos 10 anos, conforme informações da Codesal, 11 pessoas morreram em decorrência dos deslizamentos, todas no ano de 2015, em tragédias ocorridas nos bairros da Quinta Grande do Retiro, Bom Juá e Baixa do Fiscal.
As causas dos deslizamentos de terreno
Geólogo da Codesal, João Carneiro lembra que Salvador possui solos com diferentes propriedades e a sua elaboração vai depender da região. Assim, o solo do Subúrbio não é o mesmo solo do Meio da cidade, por exemplo. Associado a isso, uma região mais inclinada da cidade, com uma ocupação desordenada e com infiltração de chuva no solo, tende a tolerar tragédias do tipo. O acúmulo de lixo nas encostas é, segundo o geólogo, um outro fator que pode influenciar diretamente no rompimento de solos encharcados, com piora dos quadros.
