Polícia vai periciar celular achado ao lado de cova rasa onde amigas mortas foram encontradas

A Polícia Social vai periciar um celular e um par de chinelos encontrados ao lado da cova onde foram localizados os corpos de duas amigas no região de Corumbau, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
Elen Santos da Silva, de 21 anos, e Tamara Martins Guimarães, de 23, foram encontradas mortas na terça-feira (14), posteriormente quatro dias desaparecidas. Segundo a polícia, os corpos estavam enterrados em uma espaço de mata.
Elen e Tamara estavam desaparecidas desde o dia 10 de abril, quando saíram juntas para um passeio. De pacto com familiares, elas planejavam fazer o trajeto entre Corumbau, Prado e Montinho, e depois seguiriam para Porto Seguro. A motocicleta usada no deslocamento pertencia a Tamara.
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As jovens foram sepultadas nesta quinta-feira (16), sob potente comoção. Antes do velório de Elen, pessoas participaram de uma carreata realizada em protesto às mortes das amigas.
O ato reuniu moradores, parentes, lideranças indígenas, amigos e apoiadores, que se mobilizaram em um momento de comoção, solidariedade e pedido de justiça. A carreata seguiu em direção à Localidade Mãe Barra Velha, em Porto Seguro, onde foram realizados o velório e sepultamento.
Já velório e enterro de Tamara foi em Guarani, região de Prado, também no extremo sul da Bahia.
Relembre o caso
Elen e Tamara moravam juntas na Localidade Xandó, bairro localizado no região de Caraíva, também em Porto Seguro. Conforme apuração, Tamara deixou a filha de três anos com a patroa antes de transpor, afirmando que retornaria no dia seguinte para buscá-la.
Já Elen teria deixado uma epístola com uma mensagem direcionada à família. O teor do documento circulou nas redes sociais posteriormente o desaparecimento das jovens. No entanto, segundo a mãe dela, a epístola foi produzida durante uma dinâmica proposta pela empresa onde a jovem trabalhava, na qual funcionários escreveram mensagens para seus familiares. A polícia apura o contexto em que o texto foi feito.
Os corpos das vítimas e os materiais encontrados foram encaminhados para o Instituto Médico Permitido (IML) da região. De pacto com a Polícia Social, os laudos periciais devem facilitar na identificação da desculpa das mortes e no progresso das investigações.
Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito havia sido recluso. A polícia informou que já identificou possíveis envolvidos no transgressão, mas não detalhou a risco de investigação. As diligências seguem para localizar os suspeitos.
Nascente: G1
