Cientistas identificam primeiro biomarcador da ansiedade no sangue
Cientistas identificam primeiro biomarcador da ansiedade no sangue
Esse processo é importante para a plasticidade cerebral e ocorre no hipocampo, estrutura situada nos lobos temporais do cérebro e conhecida uma vez que sede da memória e do aprendizagem. “A impaciência é um fator preditivo de outros transtornos psiquiátricos, principalmente a depressão. Saber com antecedência, se fazemos segmento do grupo de risco, faz com que possamos preveni-los.”
Durante a pesquisa, os cientistas injetaram o lipídio em animais e descobriram que ele aumentava a resistência deles ao estresse e à depressão. “Isso corrobora o indumentária de que a impaciência é um fator de risco para a depressão, que a neurogênese adulta tem um papel na transição da impaciência para a depressão e que, ao bloquear esse receptor, podemos ter um efeito antidepressivo”, explica o pesquisador suíço.
Os cientistas agora devem aprofundar os estudos e testar a toxicidade e a tolerância à molécula para, no porvir, introduzir o biomarcador na prática clínica. A equipe do pesquisador suíço estuda há vários anos a neurogênese em adultos e as células-tronco neurais presentes no hipocampo, explica Nicolas Toni.
Elas têm uma estrutura bastante específica, parecida com uma árvore. Ao microscópio, os cientistas puderam observar que esses pequenos “galhos” envolviam não só as sinapses ? que são a transmissão de sinais entre os neurônios ?, mas também os vasos sanguíneos. “A primeira pergunta que fizemos foi: será que moléculas que circulam no sangue podem regular a neurogênese e a função das células-tronco neurais?”
Essa primeira hipótese foi o resultado de quatro anos de pesquisa. No laboratório, a equipe começou a testar o que acontecia quando o sangue entrava em contato com essas células em uma placa de Petri com soro fisiológico.
Os cientistas fizeram testes com amostras de sangue de camundongos e notaram que, de conciliação com o bicho doador, a produção de células-tronco neurais diminuía ou aumentava. “No soro havia moléculas que atuavam na neurogênese adulta, principalmente nas células-tronco. Sabíamos que a corticosterona, que é um biomarcador do estresse, estava em ação”, explica o pesquisador.
