Críticas à negociação não podem pôr em risco votação da MP

 Críticas à negociação não podem pôr em risco votação da MP

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), minimizou hoje (1º) as críticas de parlamentares à articulação política do governo em meio à votação da MP (medida provisória) de reestruturação dos ministérios. Ele afirmou que, independentemente da insatisfação, não poderia colocar em risco a aprovação da medida que dá forma ao governo Lula (PT) na Esplanada.

O que aconteceu?

A MP chegou ao Senado após a aprovação do texto na Câmara, na noite de ontem (31). O prazo de análise se encerra hoje ou a medida editada pelo governo perderá a validade.

O Palácio do Planalto teve dificuldade de conseguir o aval dos deputados do centrão diante da “insatisfação generalizada” do bloco com os articuladores, como informou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Questionado se os senadores também estavam irritados, Pacheco disse que “pode haver críticas, mas nada que leve a uma situação de não se aprovar a principal MP do país”.

O presidente do Senado reconheceu que seria “muito ruim” interromper a organização prevista pelo governo desde o início do ano. “Não podemos misturar as estações nisso.”

A MP foi aprovada ontem no plenário da Câmara por 337 votos a 125. Lira passou o dia reunido com interlocutores do governo e líderes partidários para costurar um acordo.

O próprio presidente Lula precisou entrar em campo para conseguir o apoio dos deputados. Aprovada poucas horas antes de caducar, o texto foi enviado ao Senado sob criticas da oposição, que reclama sobre o prazo curto de discussão do texto.



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