Empréstimo milionário volta a pautar sessão na Câmara de Teixeira de Freitas

 Empréstimo milionário volta a pautar sessão na Câmara de Teixeira de Freitas

O assunto do Empréstimo de R$ 40 milhões para a Prefeitura nem estava na pauta oficial da sessão ordinária da noite desta terça-feira, 31. Mesmo assim, foi o assunto que mais rendeu na Tribuna e até mesmo nos bastidores. O vereador Bruno Barbosa (PP), pré-candidato a Deputado Federal, foi o primeiro a fazer uso da palavra. Foi ele quem trouxe dos bastidores para a Tribuna o assunto do empréstimo.

O vereador contou que o projeto acabou retornando para a Câmara depois que a Caixa Econômica Federal apontou inconsistência quanto a garantia do pagamento pelo Município. Diante disso, Bruno, que foi o único a votar contra o empréstimo no último dia 12, aproveitou para relembrar que havia cobrado o planejamento e impacto financeiro com vistas à garantia do pagamento sem comprometer, por exemplo, o salário dos servidores.

Depois do pronunciamento do vereador Bruno Barbosa, o que aconteceu foi uma sucessão de falas dos demais vereadores com a pretensão de justificar a razão pela qual votaram a favor do projeto. Muitos utilizaram como exemplo as obras que estão sendo realizadas agora, fruto de um outro empréstimo conquistado na gestão de Timóteo Brito, que deixou recursos conquitados junto à Caixa para à atual gestão. Houve quem garantisse que o empréstimo é a única forma da gestão municipal fazer obra pela cidade.

Bruno, em entrevista, destacou que assim como mencionou da Tribuna, é totalmente a favor das obras, do crescimento, do desenvolvimento. Mas que votou contra, graças a falta de transparência e planejamento adequado do projeto já apresentado. Afirmou ainda, que os recursos do PAC 3, há anos parados, seriam a fonte ideal para o investimento em infraestrutura.

Retornando às conversas dos bastidores, fontes ligadas à Câmara revelaram que um dos vereadores favoráveis chegou a pedir vista do projeto. Ele teria dado entrada no pedido de vista ontem, mas desistiu minutos antes do início da sessão ordinária, provocando, inclusive, um atraso inicial na reunião. O pedido de vista é formulado sempre que um dos avaliadores não se sente apto a dar o seu voto na sessão de julgamento em curso e solicita que o processo seja retirado de pauta, criando mais tempo, para que o analise.