Mesmo no governo Lula, bolsonarismo continua influente na PRF – 01/06/2023

 Mesmo no governo Lula, bolsonarismo continua influente na PRF – 01/06/2023

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Passados seis meses desde a posse, o governo do presidente Lula não conseguiu livrar uma das principais corporações policiais do país da influência do bolsonarismo. Nesse tempo, integrantes da Polícia Rodoviária Federalista (PRF) que tinham incumbência de destaque no governo anterior e alguns que mostravam alinhamento indevido com o movimento ideológico liderado por Jair Bolsonaro foram promovidos ou mantidos em cargos de destaque na atual gestão.

No último ano, a PRF apareceu negativamente no noticiário. Sob o comando do diretor-geral Silvinei Vasques, um bolsonarista assumido, a corporação foi leniente com caminhoneiros e outros manifestantes que interditaram estradas em vários estados para pedir mediação militar no país. Ou por outra, a Polícia Rodoviária fez bloqueios nas rodovias do Nordeste no dia do segundo vez das eleições, dificultando o tráfico de eleitores em regiões onde Lula era predilecto. Por conta dessas irregularidades, a expectativa era de que houvesse uma grande mudança.

Não é o que se vê. Recentemente, a GloboNews noticiou o caso do policial Allyson Simensato da Silva, nomeado coordenador-geral de Combate ao Delito há poucas semanas. Foi ele quem, em fevereiro do ano pretérito, coordenou a repressão a manifestantes que protestavam pacificamente contra o portanto presidente Bolsonaro, que visitava a capital de Rondônia. Por motivo disso, Silva é investigado pelo Ministério Público por cerceamento à liberdade de frase.

Mas esse é exclusivamente um entre vários casos.

O próprio responsável pela indicação de Silva, Marcus Vinicius de Almeida, escolhido já na gestão de Lula para ser o titular da Diretoria de Operações, é divulgado uma vez que entusiasta de Bolsonaro. Ele fez postagens em homenagem ao ex-presidente nas redes sociais – posteriormente apagadas.

A simples simpatia por um político não seria problema, se alguns dos nomes que escolheu para cargos de crédito não fossem suspeitos de envolvimento em episódios que caracterizam a contaminação da PRF pela ideologia bolsonarista.

Além de indicar Simensato, Almeida chamou para assessorá-lo em Brasília ex-superintendentes de estados nordestinos que estão sob suspeita de terem agido para impedir a votação de eleitores nordestinos onde Lula tinha grande nepotismo. É o caso de Giovanni Bosco Faria di Mambro, ex-superintendente da Paraíba, e Antônio Vital de Moraes Junior, ex-superintendente de Pernambuco.

Ou por outra, Paulo Fernando Nunes Trigueiro foi nomeado gerente da Corregedoria do Maranhão. Ele era superintendente da Polícia Rodoviária Federalista (PRF) no Piauí, estado onde ocorreram vários bloqueios no segundo vez de votação. À era, deu entrevista confirmando a orientação para inspecionar especificamente veículos que faziam o transporte de eleitores. Trigueiro pediu dispensa do incumbência de superintendente em seguida Lula assumir a Presidência e agora passa a ser corregedor na unidade maranhense.

Outro indicado de Almeida foi João Gabriel Dadalt, gerente do Serviço de Direitos Humanos da PRF no governo Bolsonaro. Ele ficou divulgado por não ter tratado em seu relatório em nenhum momento sobre violência nas abordagens policiais, mesmo em seguida o caso Genivaldo e por ter criticado a atuação em Direitos Humanos das gestões anteriores. Desde o dia 24 de abril, ele passou a ser coordenador de Áreas Especializadas de Combate ao Delito da Coordenação-Universal de Combate ao Delito.

Procurada pela pilastra, a Partilha de Informação Social da Polícia Rodoviária respondeu que “as escolhas para ocupar cargos dentro da instituição obedecem a critérios técnicos e são efetivadas em seguida estudo do histórico profissional dos indicados no órgão e no SINC – Sistema Integrado de Nomeações e Consultas Morada Social”.

Segue a nota de resposta informando que “o órgão faz uso da discricionariedade para nomear servidores para os cargos ou funções de crédito, e a exerce de maneira e nas condições que entenda mais convenientes para atender, objetivamente, ao interesse público”. Segundo o texto, havendo “fatos que subsidiem a direção-geral para reavaliação de alguma indicação, está será realizada a critério da gestão”.

Por termo, a PRF esclarece que as apurações a nível correicional a saudação da atuação do órgão no segundo vez das eleições de 2022 foram reabertas pela própria instituição, em seguida substituição do corregedor-geral, e endossada pela Controladoria-Universal da União. “Comprovado qualquer traje que indique o meandro da conduta dos servidores por viés político-ideológico, restará à direção a reavaliação das nomeações, sem prejuízo às sanções administrativas e/ou judiciais”, encerra a nota.