Vacina COVID-19: 35,6 milhões de brasileiros completam vacinação, 16,82 da população

 Vacina COVID-19: 35,6 milhões de brasileiros completam vacinação, 16,82 da população

O Brasil ultrapassou hoje a marca de 35,6 milhões de habitantes com vacinação completa contra a covid-19. No total, 35.619.631 pessoas receberam a segunda dose ou a dose única da Janssen, o equivalente a 16,82% da população do país. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nas informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Em relação aos imunizantes que precisam de duas doses, a primeira delas foi aplicada em 92.089.321 brasileiros, o correspondente a 43,49% da população nacional. Entre ontem e hoje foram 1.004.244 pessoas vacinadas com a primeira porção e outras 649.320 com a segunda. No mesmo período, outras 56.376 foram imunizadas com a dose única da Janssen.

O Brasil conta no momento com quatro vacinas contra a covid-19. Os laboratórios responsáveis pela produção da CoronaVac, Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech recomendam duas doses de seus imunizantes para um combate mais eficiente à doença. No caso da Janssen, sua fabricante indica a necessidade de apenas uma dose.

O estado de São Paulo segue na liderança entre aqueles que, proporcionalmente, mais vacinaram sua população com a primeira dose: 52,38% de seus habitantes.

Em termos percentuais, o Mato Grosso do Sul se mantém como o estado com maior parcela de seus habitantes com vacinação completa – isto é, receberam a segunda dose ou a dose única: 29,85% da população local.

Delta preocupa SP, e Butantan estuda eficácia de vacinas.

A variante delta da covid-19 preocupa o governo de São Paulo. De acordo com informações repassadas hoje pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, o centro de pesquisa está trabalhando no isolamento da variante para depois avaliar, em laboratório, qual o desempenho do soro e vacinas desenvolvidos pelo instituto.

“Existem estudos em andamento sobre o desempenho das vacinas em função da variante delta. A CoronaVac está em testes em laboratórios, mas ainda não conclusivos. O fato de termos o aumento de casos em alguns países levou estudos a serem adiantados”, disse Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

Dimas disse ainda que estuda a necessidade de uma terceira dose, porque “todas as vacinas têm que ser testadas”. De acordo com o presidente do instituto, o Butantan em breve fará estudos sobre a necessidade ou não de uma terceira dose dos imunizantes.

A terceira dose — diferente da dose de reforço — é uma aplicação que complementa um único ciclo de vacinação. Já a dose de reforço é a vacina aplicada anualmente, para reforçar o primeiro ciclo de imunizações.

Veículos se unem pela informação.

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

 

FONTE: UOL

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Rafael Oliveira

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