Internação de crianças com problemas respiratórios dispara no Brasil

 Internação de crianças com problemas respiratórios dispara no Brasil

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A baixa umidade do ar e o insensível típico desta idade do ano fizeram disparar as internações de crianças contaminadas por vírus causadores de sintomas gripais, porquê Influenza e, principalmente, o VSR (Vírus Sincicial Respiratório).

O que está acontecendo?

Último boletim da Fiocruz alerta para o “superior número de internações entre o público infantil causadas por Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em todo o país”.

Em 13 das 27 unidades federativas, o incremento de internações “está concentrado nessa fita etária”, diz a instituição. Sete em cada dez casos são provocados pelo VSR.

O aumento é registrado no Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Setentrião, Rondônia e Sergipe.

O Amapá decretou situação de emergência no dia 13 posteriormente disparar o número de crianças com doenças respiratórias. O aumento de casos foi de 300% entre janeiro e a primeira semana de maio na conferência com o mesmo período do ano pretérito.

“Mais de 90% dos leitos estão ocupados por crianças, principalmente menores de 6 meses”, diz Margarete Gomes, superintendente de Vigilância em Saúde do Amapá. O VSR responde por metade dos casos.

As internações infantis também estão elevadas no estado de São Paulo. 13 milénio crianças de todas as faixas de idade foram internadas com doenças respiratórias entre janeiro e maio, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

A taxa de ocupação das UTIs e unidades semi-intensiva pediátricas é atualmente de 72% nos hospitais administrados diretamente pelo estado e de 75% naqueles geridos por organizações sociais. O governo estadual não especifica as internações por tipo de doença.

70% dos 56 hospitais particulares consultados pelo Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios) no estado de São Paulo registraram aumento de internações pediátricas por doenças respiratórias entre 8 e 12 de maio.

Na capital paulista, a taxa de ocupação em leitos pediátricos de UTI era de 82% no dia 23 de maio. “Sendo 45% de pacientes respiratórios”, informa a Secretaria Municipal de Saúde.

A maioria das internações está concentrada nas crianças com menos de dois anos: 79% dos casos na semana entre 30 de abril e 6 de maio”, explica Wallace Casaca, coordenador da Info Tracker, plataforma de dados da USP e Unesp.

Em seguida um mês e meio estagnada em patamar já proeminente, a curva de internações infantil voltou a crescer. Os dados compilados para a primeira semana de maio apontam tendência de incremento, saltando 5% em conferência com a última semana de abril.
Wallace Casaca, da Info Tracker

O Brasil imunizou contra a gripe somente 38% do público-alvo, estimado em 82 milhões de brasileiros. A Campanha Pátrio de Vacinação, que começou em 10 de abril, termina no dia 31 de maio e previne infecções pelo vírus Influenza.

Sete dias internado

“Meu fruto Anthony, de 5 anos, é muito ativo. Mas no dia 10 de maio ele ficou amuado, cansado, não queria consumir. Uma vez que estava com febre, o levei numa UPA [Unidade de Pronto Atendimento]. Lá, disseram que era uma gripe, receitaram um xarope e mandaram para morada.

Anthony, de 5 anos - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal

Anthony, de 5 anos, ficou sete dias internado posteriormente gripe poderoso

Imagem: Registo Pessoal

Mas durante a madrugada ele passou mal, com muita falta de ar. Quando cheguei do trabalho, perguntei se ele estava melhor, mas ele ainda estava com febre, tosse e dor de cabeça. Foi aí que o levei para Hospital Universal de Pirituba [em São Paulo], onde ele já ficou internado.

A médica não disse qual era o vírus, só descartou a covid e disse que era uma gripe poderoso por conta do tempo insensível. Por sete dias, o Anthony ficou internado recebendo antibiótico e usando bombinha de ar. Só no oitavo dia ele recebeu subida.

Ainda vou vacinar meu fruto porque acho importante. Por culpa da internação, precisei pedir licença no trabalho para permanecer com ele. Eu ficava o dia todo e meu marido passava a noite.”

Relato de Vanessa Coelho Ferreira, 35, vendedora.

Insensível e ar sedento

O Influenza e o VSR são vírus principalmente de outono e inverno. “Com a queda da temperatura, as pessoas ficam mais próximas umas das outras em ambientes fechados, com menor circulação de ar”, explica Alexandre Naime, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“Outro problema é a baixa umidade do ar. A mucosa do nariz e goela ressecam, o que ajuda o vírus a originar infecção”, diz o infectologista.

Ar seco do outono e inverno favorece casos de síndromes gripais - Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo  - Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo

Ar sedento do outono e do inverno favorece casos de síndromes gripais

Imagem: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Teor

Sobre o soberania do VSR em crianças, o médico explica que ele é muito generalidade nas creches. “As crianças compartilham brinquedos e colocam sempre a mão na boca.”

Os sintomas provocados pelo VSR são febre baixa, coriza, dor de cabeça, dor nos olhos, obstrução nasal, espirros e dor de garganta. Os casos mais graves, porém, podem originar bronquiolite, uma inflamação nos bronquíolos que atinge principalmente bebês.

EUA aprovam vacina

A primeira vacina contra o VSR foi aprovada no último dia 3 de maio nos Estados Unidos para maiores de 60 anos. “É generalidade que os estudos sejam feitos primeiro em adultos, mas a operário já conduz pesquisa em crianças”, diz Naime.

A expectativa é que a vacina também chegue ao Brasil. No horizonte, vamos combinar as vacinas: uma emprego vai prevenir contra Influenza, covid e VSR.
Alexandre Naime, infectologista



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