PRF alerta sobre cuidados na pista molhada após acidente com tombamento na BR-418 em Nova Viçosa
Programa de médicos especialistas empaca e será remodelado
Perito vê ciclo multíplice e que leva tempo
Médica aponta dificuldades. “Levante é o principal e mais multíplice duelo do SUS”, diz a médica sanitarista Gulnar Azevedo, atual reitora da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “A medicina nesse nível de especialização é rostro, cada vez mais rostro, e requer muito investimento de tempo e numerário para formar bons profissionais e dar a infraestrutura adequada.”
É preciso fazer um diagnóstico para desconcentrar e usar a estrutura do SUS para pensar em soluções locais, diz sanitarista. Ela também foi presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) por três anos. Segundo ela, diferentes locais têm demandas diferentes pelas especialidades, o que significa que a fileira da ortopedia pode ser prestímano em um estado, enquanto a oncologia enfrenta o pior quadro. Outrossim, a maior concentração de especialistas sempre está nos centros urbanos, em próprio no Sul e no Sudeste.
Processo deve iniciar na formação dos profissionais. “O que tem de ser pensado: não se forma bons profissionais do dia para a noite, não se pega na esquina, tem de ter investimento. Outrossim, junto ao MEC [Ministério da Educação], tem de estimular a formação das especialidades de contrato com os locais que necessitam delas. Ou seguirá com o gargalo, focado nos grandes centros.”
Também é preciso prometer a compra e a manutenção de equipamentos e infraestrutura. “O técnico só pode fazer o tratamento específico para aquela doença específica se o diagnóstico for feito recta. Se não, está jogando numerário no lugar incorrecto”, diz Azevedo.

