Em cidade rica do agro, disputa pela prefeitura gera denúncia de caixa 2 de campanha e abuso de poder

 Em cidade rica do agro, disputa pela prefeitura gera denúncia de caixa 2 de campanha e abuso de poder


A disputa pela prefeitura de Formosa do Rio Preto, uma das cidades mais importantes do agronegócio no Oeste baiano, a disputa pela prefeitura levante ano foi parar na Justiça com recta a denúncia de caixa 2, fraude na prestação de contas de campanha e injúria de poder econômico. A confusão começou no último dia 17, quando o presidente do Diretório Municipal do PL, Itamar Santana, apresentou à juíza eleitoral de Formosa, Tônia Barouche, um pedido de impugnação das contas de campanha do prefeito reeleito da cidade, Manoel Afonso de Araújo, o Neo (PSD), com base em uma série de ilegalidades que teriam sido supostamente cometidas por ele durante a corrida pela prefeitura do município. A estrear pelas suspeitas de preterição de despesas e uso de recursos não declarados para bancar eventos eleitorais da coligação majoritária encabeçada por Neo e formada ainda por outros sete partidos – PT, Republicanos, Podemos, Solidariedade, PV, Avante e PCdoB.

Encontro de contas

“A campanha contou com diversos comícios e atividades públicas que exigiram uma estrutura complexa, incluindo fogos de artifício, palco, sonorização, geradores de virilidade, despesas com deslocamento ou combustível e o uso de paredões de som, gastos que, curiosamente, não aparecem na prestação de contas, ou foram declarados a menor. Esses elementos são de supino dispêndio e essenciais para a campanha e realização de grandes eventos, o que levanta suspeitas sobre o provável ocultamento de despesas e existência de caixa 2”, aponta trecho da denúncia encaminhada à Justiça Eleitoral em Formosa. 

Aquém da meta

Entre os indícios que fundamentam o pedido de impugnação feito pela assessoria jurídica do PL, destaca-se a privação de dados relativos à contratação de um trio elétrico de última geração, usado nos atos de campanha do atual prefeito pelo período de 45 dias, do qual valor de mercado, segundo os advogados do partido, seria de pelo menos R$ 200 milénio. Há somente uma nota fiscal de R$ 10 milénio, soma que seria referente a serviços de montagem de palco e iluminação. 

Fora do balanço

Ainda de conformidade com a denúncia, a prestação de contas de Neo Araújo não traz documentos que comprovem repasses relativos à locação de paredões e compra de fogos de artifício, embora ambos tivessem sido largamente usados nos eventos de campanha do prefeito de Formosa. O PL, que fez secção da coligação do principal oponente de Neo Araújo, Bira Lisboa (PDT),  também acusa Neo de ter ocultado valores destinados a bancar gasolina para abastecer carros de apoiadores durante as carreatas do grupo político liderado por ele.  

Supra do teto

Por termo, os advogados do PL apontam a quebra do teto de gastos de campanha estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para quem disputou a prefeitura de Formosa. Conforme o operação do TSE, os candidatos ao comando da cidade só poderiam gastar até R$ 367,9 milénio cada, mas as despesas declaradas por Neo Araújo somaram R$ 392,6, portanto, supra do limite estabelecido pela incisão. Para os advogados, as irregularidades seriam suficientes para que a Justiça proibisse a diplomação do prefeito para o segundo procuração e cassasse sua placa.

Sementes da discórdia

A disputa em Formosa foi uma das mais acirradas do interno baiano levante ano, com vitória de Neo Araújo sobre Bira Lisboa por 8.936 contra 8.690, menos de 300 votos de diferença. Dona do segundo maior PIB per capita do estado, a cidade é cobiçada pela base governista e pela oposição por justificação do supino volume de recursos gerados pelo agro no Oeste, mormente, nas lavouras de algodão e soja. A poste tentou contato com a assessoria de Neo Araújo, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.

Com quem será?

Um dilema ronda os deputados da oposição na Parlamento Legislativa da Bahia (Alba): quem substituirá Alan Sanches (União Brasil) na liderança da bancada a partir de 2025? Até o momento, há três nomes no páreo. O primeiro é Tiago Correia (PSDB). Apesar de querido entre os pares, do bom trânsito entre as diferentes alas e da proximidade com os dois maiores caciques do União Brasil, o prefeito Bruno Reis e o ex-prefeito ACM Neto, a indicação de Correia esbarra no pouco traquejo do tucano para os confrontos em plenário, particularidade necessário ao função. 

Prós e contras

O segundo na fileira, Robinho, é famoso pelo perfil combativo e integra o União Brasil, mas passa menos tempo na Alba do que em seus redutos eleitorais no Extremo-Sul baiano. Já Samuel Júnior (Republicanos) agrega as ferramentas exigidas para tocar a bancada. Além de militar e presente no dia-dia da Alba, é profundo experimentado do Regimento Interno da Mansão. No entanto, pertence a um partido que o União Brasil tem pouco controle. Independente da escolha, é notório que ela precisará passar antes pelo crivo de Neto e Bruno.

Mais indumentária do que fake

O senador Jaques Wagner pode negar o quanto quiser que esteja em queda de braço com o ministro Rui Costa (Mansão Social) por cargos estratégicos no  supino escalão do governo Jerônimo Rodrigues, mas cardeais do PT e de siglas expressivas da base aliada garantem que o duelo entre ambos existe e não é tranquilo. Estão convictos também de que os dois nunca vão entrar em guerra fratricida e tendem a ajustar os ponteiros no porvir não muito breve, mesmo que o processo de pacificação deixe as arestas ainda maiores do que já estão.

 

Muro das lamentações 

É grande a mágoa do prefeito de Ilhéus, Marão Alexandre (PSD), com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), a quem culpa diretamente pelo retorno da oposição ao comando da segunda maior cidade do Sul da Bahia. Em conversas com aliados próximos, Marão avalia que a insistência de Jerônimo em colocar a ex-secretária da Instrução Adélia Pinho no páreo provocou a rota da candidata do PT e do nome bravo por ele, o legisperito Bento Lima (PSD). O que, de indumentária, facilitou a vitória do empresário Valderico Júnior (União Brasil). 

Minha praia, minha vida

Quando indagado por que não abriu mão da candidatura e cedeu o espaço à petista, Marão sempre repete o mesmo mantra, um pouco uma vez que: “Fui leal o tempo todo ao PT e ao governo, fiz campanha para o presidente Lula e Jerônimo, passei maus bocados com a pandemia e as chuvas fortes que arrasaram a cidade desde 2022 e arrumei a vivenda toda, mas depois que ela tinha ficado toda arrumada não via razão em entregar de bandeja para os outros”.  



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