Novos Detalhes da Operação Colligatio: PF aponta Uldurico Júnior como peça central de esquema com facções criminosas Gueto e PCE

Teixeira de Freitas: Na manhã desta terça-feira, 14 de abril, a Operação Colligatio — termo em latim que significa “união” ou “relação” — deflagrada pela Polícia Federalista, movimentou os noticiários não exclusivamente no Sul e Extremo Sul da Bahia, mas em todo o Brasil. O principal mira da operação é o ex-deputado Federalista e candidato à Prefeitura de Teixeira de Freitas, Uldurico Júnior, pertencente a uma das famílias políticas mais conhecidas da Bahia.
Mandados cumpridos em Teixeira e Salvador
Foram cumpridos três mandados de procura e inquietação nas cidades de Teixeira de Freitas e Salvador, em endereços ligados ao ex-deputado e ao ex-diretor do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. Nossa equipe apurou que os endereços alvos da Polícia Federalista em Teixeira de Freitas foram na Rua Visconde de Abaeté, bairro Bela Vista e no Condomínio Princípio Ville.
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Apreensões
Nas ações, além de celulares, notebooks e aparelhos de armazenamento de dados, dois veículos foram apreendidos pela Polícia Federalista:
· Ford/Ringir XLTC, placa RZT-0E20, emplacada em Teixeira de Freitas.
· Chevrolet/Tracker T, placa RDB-0F71, registrado em nome do ex-diretor do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas

O esquema investigado
Segundo as investigações da PF, Uldurico Júnior é indicado porquê peça mediano de um esquema que envolveria pronunciação com lideranças de facções criminosas que atuam no sul da Bahia. Há indícios de que o político teria buscado pedestal direto de integrantes da Partido Gueto — que age dentro do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas — e do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo que domina o Presídio de Eunápolis.
A suspeita é que essa associação teria porquê único objetivo prometer vantagem indevida no pleito municipal de 2024, possivelmente mediante promessas de benefícios a detentos ou familiares, ou até mesmo interferência na gestão prisional caso eleito.
Crimes previstos
Caso as suspeitas sejam confirmadas ao termo do interrogatório, os envolvidos poderão responder por um conjunto de crimes previstos no Código Penal e na Lei Eleitoral, incluindo:
· Depravação eleitoral (art. 299 do Código Eleitoral)
· Organização criminosa (Lei 12.850/2013)
· Depravação ativa (art. 333 do Código Penal)
· Depravação passiva (art. 317 – para agentes públicos eventualmente envolvidos)
· Associação para o tráfico (caso haja vinculação com o tráfico de drogas dentro das facções)
Sigilo e curso
A operação corre sob sigilo judicial. Nossa equipe tentou contato com o ex-deputado Uldurico Júnior, mas as ligações não foram atendidas. A Polícia Federalista informou, em nota solene, que “as diligências seguem em curso e que o material apreendido passará por perícia aprofundada”. Também destacou que “a operação Colligatio representa um marco no combate à infiltração do delito organizado nas eleições municipais da Bahia”.

Nossa equipe segue acompanhando o caso e seus desdobramentos.
Por: Rafael Vedra/Liberdadenews
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